Francisco Igor Almeida do Santos, mais conhecido como RAPadura Xique Chico, nasceu em Lagoa Seca no Ceará no ano de 1984, e hoje é um cantador que deixou seu corpo para habitar o sentimento de outros. É um artista ativista, ou como o mesmo prefere se denominar, um Art’vista.
O rapper RAPadura desenvolve um trabalho voltado para o universo do canto falado. Uma mistura arrojada de Rap com a tradição da cultura popular brasileira, que tem suas raízes matriciais com a Embolada e o Repente. O rapper também mistura seus versos com jazz, funk, soul, valsa, marchinha de carnaval, bossa nova, samba rock e outros ritmos urbanos. São principais inspirações na composição de suas músicas: Heleno Ramalho, Luiz Gonzaga, Banda de Pau e Corda, Lia de Itamaracá, Patativa do Assaré, Mercedez Sosa, entre outros.
Suas letras são contundentes e exalam uma linguagem poética sem perder a identificação com o povo. Falam do nordeste, da seca, do agricultor, da mulher rendeira, como no trecho de sua música de trabalho Amor popular ”sou lavrador, trabalhador, sou sonhador cantador, eu vim da seca, da palhoça pra expressar meu amor”. As letras também falam da cidade e dos processos de urbanização - “presente seco, boca amarga, coração em nó, cidade grande, quem sabe um dia um futuro melhor” - trecho da música À Cidade Grande.
A intimidade de RAPadura com a música é natural. Prova disto foi a conquista em 2007 do Prêmio Hútuz (RJ) como melhor artista do Norte-Nordeste. O seu show é uma verdadeira celebração, onde no palco tem-se uma comprometida parceria com artistas e ativistas do campo e da cidade.
Este é o RAPadura Xique Chico, rapper ímpar na cultura brasileira. RAPadura por essência, Xique por resistência, Chico por sorte de ‘bença’. E o mesmo complementa: “Sou RAPadura, e todos me conhecem como povo.”
O fotógrafo brasileiro Wilton Junior, do jornal O Estado de S. Paulo, foi o vencedor do Prêmio Internacional de Jornalismo Rei da Espanha na categoria Fotografia, com a imagem publicada na edição de 21 de agosto de 2011 do Estado. Na foto, a presidente Dilma Rousseff parece ser atravessada por uma espada empunhada por um cadete da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ), no momento exato em que passava a tropa em revista durante uma cerimônia.